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Censura versão nº 122155423626123613262 no Impresso

por NSR, Quinta-feira, 26.06.14

Inacreditável...

 

Estamos em 2014 meus caros!!!

 

 

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por NSR às 23:21

A ricofobia portuguesa

por NSR, Domingo, 15.06.14

http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/12473/ricofobia-portuguesa

A ricofobia portuguesa

Texto de Nuno Abrantes Ferreira • 13/06/2014 - 12:55

Os portugueses têm uma neurose com o dinheiro dos outros. Nunca perguntam a ninguém “quanto é que ganhas?”. Porque acham isso uma indelicadeza. Mas não hesitam em lançar suspeitas e em emitir juízos de valor sobre os que vivem bem e exibem um estatuto social melhor que o deles. Há quem chame a isto inveja. Eu chamo ricofobia.

 

Quem nasce rico é um betinho que “não sabe o que é a vida”. Porque “teve a papinha toda feita” e beneficiou da “boa educação e influências da família”. O betinho até pode multiplicar por 100 o património que herdou. Ou descobrir a cura para o cancro. Mas o ricofóbico dirá sempre: “o gajo era rico e assim também eu”. Um betinho nunca tem uma história de vida. Porque nasceu rico. E isso explica tudo: o sucesso dele, o insucesso dos outros e até “o estado a que o país chegou”. Porque em Portugal, diz-se, “há muito dinheiro, ele está é mal distribuído”. E a culpa é sempre dos ricos.

 

Mas o clímax da ricofobia é atingido quando alguém que nasce pobre ou remediado, comete a desfaçatez de ascender a uma classe mais alta. Estes alpinistas sociais nasceram no mesmo bairro periférico e frequentaram a mesma escola pública que o ricofóbico. Mas a idade adulta trouxe-lhes destinos diferentes. Enquanto o ricofóbico ficou no bairro da Amadora, o alpinista foi morar para Campo de Ourique ou trabalhar na City de Londres. E é precisamente isso que faz comichão ao ricofóbico, que se questiona: “Como é que ele conseguiu e eu não?!”

 

Rodeado por tantos casos mediáticos de enriquecimento ilícito, o ricofóbico tende a julgar todos os alpinistas com a jurisprudência da trafulhice e das cunhas. Esquecendo-se dos infinitos exemplos de portugueses que construíram, do nada, carreiras justas e negócios limpos de sucesso. Mas para estes, o ricofóbico tem outro veredicto: “são uns fora de série”. É curioso que no julgamento ricofobiano não exista um meio termo. Não existem alpinistas normais. Ou são canalhas ou são geniais.

 

Resumindo, aos olhos do ricofóbico, um português bem na vida tem 3 hipóteses de currículo: ou já nasceu rico (betinho); ou recorreu a ilegalidades (alpinista canalha); ou estava predestinado (alpinista genial). Trabalho, educação, sacrifício e mérito são pouco relevantes. A explicação reside quase sempre no berço, na falta de justiça ou na justiça divina.

 

Na génese da ricofobia está a ricofilia (o desejo de ser rico). É natural, e até salutar, que todos os portugueses queiram ser ricos. Mas mais natural ainda, e não menos salutar, é que nem todos o consigam. É que o capitalismo pressupõe a existência de classes. De ricos e de pobres. De patrões e de empregados. E pressupõe também mobilidade social. Ou seja, a possibilidade de os ricos empobrecerem e de os pobres enriquecerem. E é quando a ricofilia esbarra na fraca mobilidade social portuguesa que a ricofobia emerge. Qual grito de revolta numa luta de classes.

 

Tenho para mim, que os justos vencedores são aqueles que evitam esta estéril luta de classes. E que não se deixam cegar pela ricofobia. E que se agarram à máxima de que o dinheiro é resultado do sucesso e que o sucesso é resultado do trabalho. E que negam a existência de dons ou genialidades. E que apesar de estarem conscientes que o berço é importante e que o sistema não é perfeito, sabem que isso não determina, nem deve resignar, o futuro de um Homem.

 

Afinal de contas, a mobilidade social fica mais fácil quando os mais ricos criam oportunidades para todos. E é normal que estes prefiram dar as oportunidades a quem os valoriza e não a quem os diaboliza.

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por NSR às 00:08

O Minho

por NSR, Segunda-feira, 26.05.14

Garraiada com anões vestidos de estrunfes

causa polémica em Ponte de Lima

 

Votação no portal da cidade mostra que os habitantes não vêem com bons olhos a realização do evento, mas a organização considera não existir nenhum problema.

 

A edição deste ano da tradicional festa da Vaca das Cordas, em Ponte Lima, está envolta em polémica. Tudo porque o programa das festas inclui uma garraiada protagonizada por anões vestidos de estrunfes com origem na Colómbia, México e Espanha.

 

O espectáculo, inédito por terras limianas, é organizado por Pedro Moita e pretende ser uma manifestação de “humor tauromáquico”, com uma componente lúdica. “As pessoas falam por desconhecimento. O espectáculo é acrobático e não há maus-tratos nem de pessoas nem de animais”, considera.

 

O organizador considera que o espectáculo ensina às crianças que “as incapacidades não são uma limitação”. Para si, trata-se de “entretenimento” e refere que são os próprios “anões que querem participar”.

 

Aníbal Varela, da Associação Vaca das Cordas, organizadora do evento, corrobora a opinião e diz que se trata de “um número artístico”. Não percebe a contestação e diz “lamentar as mentalidades”, até porque este tipo de números “não é a primeira vez que se realiza em Portugal”.

Uma votação num portal dedicado ao concelho indica que 80% dos 252 votantes considera a realização do número uma má ideia. João Araújo, habitante de Ponte de Lima e também ele anão, considera o espectáculo “desumano” porque “as pessoas vão rir-se da condição e não do espectáculo em si”.

 

Para o limiano, a ideia é “muito medíocre” e, apesar de ser presença assídua na festa da terra, pensa não ir este ano. “É uma desvirtuação da tradição”, refere.

 

Céu Seabra, responsável pelo núcleo de nanismo da associação Raríssimas, discorda da realização deste tipo de eventos. “Não nos opomos a que as pessoas se predisponham  para este tipo de espectáculos, mas considero que existe um aproveitamento da condição física”, explica.

A responsável da associação ressalva que “as pessoas têm de se afirmar, independentemente da sua condição” e que este tipo de iniciativas representa um passo atrás na luta pela igualdade de direitos. “Antes é que a condição era utilizada como motivo de espectáculo, nomeadamente, nas áreas circenses”, refere.

 

Apesar da recente polémica, a realização do evento não parece estar em causa. Pedro Moita diz que “apenas faltam resolver problemas logísticos”, até porque “as licenças e o aval da câmara estão já assegurados”. Até ao momento, o PÚBLICO não conseguiu entrar em contacto com o executivo limiano.

 

A Associação Vaca das Cordas, na pessoa de Aníbal Varela, considera exagerada a polémica e diz que o número de vozes discordantes não “representa a totalidade da vontade dos habitantes do concelho de Ponte de Lima”. Mas considera que o burburinho “acabou por trazer publicidade à festa”.

 

Já Pedro Moita mostra-se indignado com as reacções. “Os próprios anões é que gostam. Eles têm vida própria, são perfeitamente normais, e não percebo porque protestam”, considerando que os que criticam “não têm cultura nem consideração”. O organizador anuncia que já há procura de bilhetes e que “existem famílias que pedem 12 a 15 bilhetes”.

 

João Araújo não se surpreende que o evento tenha muita gente a assistir mas espera que não se torne uma tradição. ”Se fosse anunciado um grupo heterogéneo, nada contra. Mas são anunciados pela sua condição e isso pode levar à chacota”, avisa Céu Seabra.

 

O espectáculo está marcado para dia 21 de Junho, e, apesar da diversão garantida pela organização, a garraiada está a dividir os habitantes de Ponte de Lima.

 

Texto editado por Ana Fernandes

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por NSR às 22:00

Será que Deus existe?

por NSR, Sexta-feira, 10.01.14
Parece que sim:

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por NSR às 22:31

Será que Deus existe?

por NSR, Sexta-feira, 10.01.14
Parece que não:

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por NSR às 22:26

Viva os Reis!!

por NSR, Quinta-feira, 02.01.14

E as Rainhas...

 

Viva os Reis!

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por NSR às 21:17


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