Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 


O fim do jardim de Jardim

por NSR, Domingo, 04.09.11

http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1974855&opiniao=Rui%20Moreira

 

Opinião

 

Rui Moreira

 

Perante notícias que davam conta do provável fim da zona franca da Madeira, de benefício desconhecido para o país, Alberto João Jardim ameaçou com a independência do arquipélago. O separatismo é assim o último argumento do velho senhor da Madeira, em vésperas de eleições e a braços com a bancarrota da região, cujos contornos vêm sendo conhecidos desde que a troika começou a pedir contas mais detalhadas. Em rigor, a referência à independência é um passo doble de Jardim, que tenta chantagear o Governo da República e, também, congregar apoio dos eleitores, numa região em que tudo parece depender do seu governo, e das suas boas vontades.

 

É claro que na região há muita gente que, de forma discreta, ou mesmo secretamente, detesta o autoritarismo instalado, odeia a nomenclatura que controla os negócios e o despesismo sem tino e se envergonha com o tom e o teor dos discursos de Jardim. Há muitos outros que viveram anos e anos à custa da economia artificial, que têm emprego garantido no gigantesco sector público da região, e que sabem ou pressentem que, doravante, nada será igual. O problema é que como a região está falida, nem uns nem outros vêem que haja uma alternativa, e muitos ainda acreditam que Jardim conseguirá, com o seu discurso ingrato, atemorizar o Governo dos cubanos e manter em silêncio o Sr. Silva, que sobre a Madeira não tem opinião. Por essa razão, Alberto João é visto como o vencedor antecipado das eleições regionais, ainda que se admita que possa perder votos. Mas essa vitória anunciada pouco ou nada resolverá. Os súbditos continentais de Jardim, porque é isso que somos neste sistema colonial invertido construído após o 25 de Abril, em que os insulares foram poupados a pagar a sua parcela nos custos de soberania, não podem continuar a sustentar esta situação e a saldar as dívidas que se continuam a acumular em ambas as regiões autónomas. Por isso, espero que o Governo não se atemorize nem ceda a pressões. Espero que se limite a cumprir as obrigações constitucionais que são mais do que suficientes em termos de solidariedade territorial e que não hesite em reduzir o custo das empresas públicas.

 

Se Carlos César não quer fazer ajustamentos nos salários da Função Pública e quer ter empresas regionais inviáveis e inúteis, deve pagar a factura à custa dos seus eleitores.

 

Se Alberto João não tem dinheiro para pagar aos fornecedores do seu sector público, que aumente o IVA na Madeira, pelo menos para níveis idênticos aos que vigoram no continente. E se quiser propor um referendo na Madeira sobre a independência da região, estarei entre aqueles que aplaudirão a sua iniciativa.

 

Creio que os madeirenses não partilham desse sentimento separatista que Jardim sempre teve dificuldade em ocultar, e que apenas volta a revelar agora, por desespero. Mas, se o referendo for nacional, temo bem que o voto favorável à independência, que não é a minha escolha, venha a ser maior no continente do que na Região Autónoma da Madeira, porque os continentais, que Jardim apouca, estão fartos de carnavais. Gosto muito da Madeira, acho piada a Jardim, não me aflijo com as suas bravatas, reconheço o que fez no passado para contrariar o centralismo de Lisboa, mas tenho dúvidas sobre muitas das suas obras, que retiraram à Madeira algumas das características únicas e levaram à estagnação do turismo, e tenho a certeza que o monstro que criou, com sector público exagerado à custa de uma subsidiodependência cada vez maior, é um espectáculo caro e um luxo insustentável para um país como o nosso.

 

A sua eternização no poder resulta das contradições do estatuto autonómico, na medida em que os grandes contribuintes para as suas políticas não votam, sendo natural que os beneficiários locais o apoiem enquanto acreditarem que a sua fórmula é eficiente. Lamento, também, que Jardim tenha contribuído, assim, com o seu estilo e com os seus exageros, para dar argumentos aos centralistas, criando um monstro cuja incontinência ajudou a enterrar a regionalização.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por NSR às 23:39

25 comentários

De Abel a 05.09.2011 às 13:07

Açores e Madeira aprenderam, como em todas as regiões do continente, a mamar do estado como ninguém.

Não vejo contudo moral aos Continentais para criticar o que se passa nas regiões autónomas. Aqui mama-se tanto ou mais que lá. Simplesmente, como bons Portugueses, o que se quer é que não haja pão em lado nenhum e se cá está mau, então lá tem que ficar péssimo.

De Atención! a 05.09.2011 às 15:08

Não te reconheces moral a ti próprio, continental, é isso? És um raro caso de humildade, perdão, humidade.

Não há regiões em Portugal Continental. A única dúvida razoável a que podes chegar é que se na Madeira e Açores é assim, cá seria provavelmente igual. Seria talvez um factor contra a regionalização, no máximo, como diz o Rui Moreira.

Fazendo umas contas simples:

Em relação à Madeira... o buraco é de 500 milhões(Ainda não percebi se semestral ou anual, mas até vou considerar anual) e vivem lá 270 000 pessoas.

Ora a população portuguesa é de 10,5 milhões de habitantes.

Se o buraco do resto do País fosse similar então o Buraco Nacional (Continente+Ilhas) teria de ser de 20-21 mil milhões.

Ora... o buraco Nacional é muitíssimo inferior a 20 mil milhões.

Como BONS PORTUGUESES não podemos ficar calados, como BONS PORTUGUESES temos de ser tratados de forma igual.

Sou contra dar um pão ao Barros e pão e meio ao Abel. Eu sei que o Abel até comia 2 se lhe dessem. Mas não morre, nem passa fome com 1. E não queria falar daquele que ficou sem meio pão para o Abel comer pão e meio.

De Abel a 05.09.2011 às 18:57

Foda-se... um gajo já nem pode comer pão e meio sossegado.

De Messias a 05.09.2011 às 20:35

Não sejas lambão.

De Abel a 06.09.2011 às 10:57

Apenas quero relembrar os senhores paineleiros que o meu ordenado base é igual ao dos restantes.

Por isso, eu mamo tanto como cada um de vós. Quem mama mais são até os senhores do INEM e os senhores Urológicos que são pagos para dormir, ou aqueles que fazem urgências ao domicílio... mas não quero ferir susceptibilidades.

De Zangão a 06.09.2011 às 13:06

Já que estamos numa de relembrar coisas aos outros, queria relembrar aos restantes que apesar do ordenado base do Abel ser igual ao nosso o IRS do Abel não é igual ao dos restantes.

Para o próximo ano antes de submeterem o IRS, coloquem-se como residentes nos Açores. E depois façam as contas.

De nada.

Quanto às urgências de Urologia, dada a pouca afluência as urgências nocturnas de Urologia estas já se encontram concentradas num único hospital, neste caso o S. João, certo? Não sei que poderias querer mais... Ou se acabam com as urgências nocturnas de Urologia ou tem de estar lá alguém à espera de doentes. Se está a dormir, a estudar ou outras coisas quando não há doentes, enfim...

Quanto aos senhores do INEM as próprias características da emergência pré-hospitalar, em que todos os segundos contam, assim ditam que haverá muitos tempos "mortos", é uma actividade completamente imprevisível e portanto difícil de planear. A única potencial crítica a fazer seria o possível excesso de número de VMER perante as necessidades habituais da população.

Quanto às urgências ao domicílio, não obstante ser uma actividade de carácter privado, penso que carece de prévia comunicação e autorização por parte da ARS respectiva, excepto a quem for sindicalizado no SIM. Desconheço a legalidade da mesma no âmbito de uma Unidade Local de Saúde.

De Abel a 06.09.2011 às 14:00

Devo relembrar a todos o significado de região autónoma. A palavra autónoma não vem por acaso nem foi concedida por acaso.

Esta animosidade anti-ilhas que floresce no continente e, pelos vistos, neste blog, tem uns tiques ditatoriais que apenas concebo em quem não quer ver a questão para além das consequências imediatas.

Eu sou contra muita coisa nos Açores: sou contra os protocolos de acesso às universidades, sou contra a quantidade abismal de empresas ligadas ao governo, sou contra o monopólio da Sata. Acho contudo que por cá se formulam opiniões de ânimo leve com pouco conhecimento de causa. Eu não chulo nem um cêntimo ao estado. Devo-vos lembrar que levar para lá um carro custa 1000 euros (bem mias do que recebo de irs), que vir ao continente custa quase 300 euros, que os produtos de lá são todos mais caros pelos custos de transporte ( e isto apesar dos menores impostos). Não vejam as questões tendo por base apenas o nosso priviligiado mundo médico, pois esta questão tem um impacto social que vai muito para além disto.

Mas que vos interessa isso? Vocês não vivem lá e estão-se a cagar para as dificuldades de quem lá vive. Que venha para o Continente se quiser! Como se isso não tivesse imensas outras consequências.

De Anónimo a 06.09.2011 às 15:34

Autonomia para fazer o que bem lhes apetecem. Acho muito bem, desde que: não sejam autónomos para receber mas para pagar já não são.

Dificuldades de quem lá vive? E os que vivem na merda do Cacém? E em Freixo de Espada à Cinta, em Picote, em Vairões e nessas terras perdidas? Até parece que uns são coitados e os outros coitadinhos.

"vir ao continente custa quase 300 euros" para sustentar os mamões do "monopólio da Sata"

"Eu não chulo nem um cêntimo ao estado." Oh Abel, pelo Amor de Deus, aqui está a falar-se da Madeira (principalmente) e nos Açores. Quem pessoalizou e falou em alguém andar a mamar Urgências e INEM para dormir foste tu, tu é que resolveste vir com o moralismo do ordenado base ser igual, mas esqueceste-te do IRS, o que equivale a um subsídio ou a um ordenado mais alto.

"os produtos de lá são todos mais caros pelos custos de transporte" - Por favor coloca aqui os preços da gasolina por exemplo ou revê a tua frase.

E ainda não consegui perceber se tu defendes ou não que quem viva na Madeira possa gastar mais 50% do que os outros e não haver consequências.

Obrigado

De Abel a 06.09.2011 às 18:13

Figueiras, vou-me explicar.

Para que se viva com a qualidade mínima nos Açores, tem de existir uma menor carga de impostos. Admito que lá existem muitas vantagens, em demasia, mas não concordo minimamente que viver lá se faça exactamente nas mesmas condições do continente pois isso seria a desertificação total do Arquipélago. Como Português, considero que isso seria péssimo a todos os níveis, até porque não tenho nenhuma dúvida que um outro país, leia-se EUA, não teria o menor problema em triplicar o orçamento que o OGE cede à RAA . Em termos de Orçamento de estado, é irrisório o impacto que esse orçamento tem no orçamento global do país. Isto trata-se de uma questão moral, não verdadeiramente uma questão monetária.

Convém ter real noção da realidade Açoriana antes de tecer comentários sobre temas que teriam um impacto brutal na vida da região. Viver nos Açores ainda é claramente uma desvantagem. E não tenho nenhuma dúvida em dizer-to.

Por exemplo, se um casal quiser sair dos açores com o seu carro para viajar pela Europa leva com 1000 euros só para levar e trazer o carro mais 500 euros nos bilhetes de avião. 1500 euros à cabeça. Uma família com dois filhos que queira vir ao continente paga 1000 euros, que não é com toda a certeza o valor que uma pessoa de Bragança paga para ir a Lisboa . Portanto, é claramente injusto comparar o isolamento de certas regiões do continente com a realidade Açoriana pois quem ganha um ordenado de classe média baixa nos Açores não tem a menor hipótese de vir ao continente.

Em termos de saúde a região tem um custo brutal. Ou tens lá os Serviços e os pagas bem, ou tens de pagar a viagem do doente e familiar ao continente+estadia+tratamentos o que sai ainda mais caro.
[Error: Irreparable invalid markup ('<br [...] <a>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

Figueiras, vou-me explicar. <BR><BR>Para que se viva com a qualidade mínima nos Açores, tem de existir uma menor carga de impostos. Admito que lá existem muitas vantagens, em demasia, mas não concordo minimamente que viver lá se faça exactamente nas mesmas condições do continente pois isso seria a desertificação total do Arquipélago. Como Português, considero que isso seria péssimo a todos os níveis, até porque não tenho nenhuma dúvida que um outro país, leia-se EUA, não teria o menor problema em triplicar o orçamento que o OGE cede à RAA . Em termos de Orçamento de estado, é irrisório o impacto que esse orçamento tem no orçamento global do país. Isto trata-se de uma questão moral, não verdadeiramente uma questão monetária. <BR><BR>Convém ter real noção da realidade Açoriana antes de tecer comentários sobre temas que teriam um impacto brutal na vida da região. Viver nos Açores ainda é claramente uma desvantagem. E não tenho nenhuma dúvida em dizer-to. <BR><BR>Por exemplo, se um casal quiser sair dos açores com o seu carro para viajar pela Europa leva com 1000 euros só para levar e trazer o carro mais 500 euros nos bilhetes de avião. 1500 euros à cabeça. Uma família com dois filhos que queira vir ao continente paga 1000 euros, que não é com toda a certeza o valor que uma pessoa de Bragança paga para ir a Lisboa . Portanto, é claramente injusto comparar o isolamento de certas regiões do continente com a realidade Açoriana pois quem ganha um ordenado de classe média baixa nos Açores não tem a menor hipótese de vir ao continente. <BR><BR>Em termos de saúde a região tem um custo brutal. Ou tens lá os Serviços e os pagas bem, ou tens de pagar a viagem do doente e familiar ao continente+estadia+tratamentos o que sai ainda mais caro. <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>Convem</A> ter noção que a região tem ainda custos administrativos brutais. Tens 11 aeroportos que dão prejuízo, tens unidades de saúde em todas as ilhas, tens um serviço de transporte inter-ilhas que dá todos os anos um prejuízo gigantesco que é suportado pelo governo regional, tens serviços jurídicos espalhados pelo arquipélago e pagas o transporte nas ilhas onde não existem. <BR><BR>Depois convém ter noção que os Açores tem algumas ilhas que são das regiões mais pobres do país com carências sociais brutais. Em S. Miguel tinhas até há bem poucos anos aquela que era a freguesia mais pobre da Europa. <BR><BR>Por fim, aflorar a questão do IRS que é claramente uma falsa questão. A vantagem de fazer o IRS nos Açores cifra-se, sem descontos tipo PPR , em cerca de 200 euros para o nosso ordenado base + 35 euros por mês. Se isto é uma grande vantagem... Tudo somado, a vantagem em IRS por se viver nos açores cifra-se nos 600 euros. Quanto ao facto do governo regional compensar aquele desconto de 10% do ordenado, nós médicos não somos abrangidos pois passamos os 1500 euros ilíquidos. De qualquer forma, obviamente que não concordo com essa medida. <BR><BR>Falando da Gasolina.. em Lisboa neste momento 1.589, em Ponta Delgada 1.41. Por mim até podia ser igual. Não vejo que impacto tão grande tem isto nesta questão. <BR><BR>A questão essencial resume-se a isto: está Portugal Continental interessado ou não que os Açores façam parte do país. É uma questão de coesão nacional, não uma questão monetária. Esta questão admito que se debata apesar de não perceber o que ganha o continente em perder uma região com o potencial, a todos os níveis, do arquipélago dos Açores. Agora negar que viver numa ilha é completamente diferente do que viver no Continente, isso parece falta de bom senso. <BR><BR>A Madeira é uma questão completamente diferente dos Açores. Durante mais de 10 anos foi financiada com o dobro do orçamento dos Açores quando apenas tem 2 ilhas para administrar. Para além disso, sempre gastou de forma faraónica e essa é uma questão que não se coloca, para já, nos Açores que tem tido um controlo Orçamental superior ao do Continente. É por isso no mínimo curioso que agora se queira penalizar quem tem governado bem. <BR><BR>No que respeita aos belisques pessoais que lancei, obviamente que são para alegrar a coisa. Agora, não tenho a menor dúvida que todos nós somos uns mamões à nossa pequena escala.

De Abel a 06.09.2011 às 18:19

Figueiras, vou-me explicar.

Para que se viva com a qualidade mínima nos Açores, tem de existir uma menor carga de impostos. Admito que lá existem muitas vantagens, em demasia, mas não concordo minimamente que viver lá se faça exactamente nas mesmas condições do continente pois isso seria a desertificação total do Arquipélago. Como Português, considero que isso seria péssimo a todos os níveis, até porque não tenho nenhuma dúvida que um outro país, leia-se EUA, não teria o menor problema em triplicar o orçamento que o OGE cede à RAA . Em termos de Orçamento de estado, é irrisório o impacto que esse orçamento tem no orçamento global do país. Isto trata-se de uma questão moral, não verdadeiramente uma questão monetária.
Convém ter real noção da realidade Açoriana antes de tecer comentários sobre temas que teriam um impacto brutal na vida da região. Viver nos Açores ainda é claramente uma desvantagem. E não tenho nenhuma dúvida em dizer-to.

Por exemplo, se um casal quiser sair dos açores com o seu carro para viajar pela Europa leva com 1000 euros só para levar e trazer o carro mais 500 euros nos bilhetes de avião. 1500 euros à cabeça. Uma família com dois filhos que queira vir ao continente paga 1000 euros, que não é com toda a certeza o valor que uma pessoa de Bragança paga para ir a Lisboa . Portanto, é claramente injusto comparar o isolamento de certas regiões do continente com a realidade Açoriana pois quem ganha um ordenado de classe média baixa nos Açores não tem a menor hipótese de vir ao continente.

Em termos de saúde a região tem um custo brutal. Ou tens lá os Serviços e os pagas bem, ou tens de pagar a viagem do doente e familiar ao continente+estadia+tratamentos o que sai ainda mais caro. Convem ter noção que a região tem ainda custos administrativos brutais. Tens 11 aeroportos que dão prejuízo, tens unidades de saúde em todas as ilhas, tens um serviço de transporte inter-ilhas que dá todos os anos um prejuízo gigantesco que é suportado pelo governo regional, tens serviços jurídicos espalhados pelo arquipélago e pagas o transporte nas ilhas onde não existem.
Depois convém ter noção que os Açores tem algumas ilhas que são das regiões mais pobres do país com carências sociais brutais. Em S. Miguel tinhas até há bem poucos anos aquela que era a freguesia mais pobre da Europa.

Por fim, aflorar a questão do IRS que é claramente uma falsa questão. A vantagem de fazer o IRS nos Açores cifra-se, sem descontos tipo PPR , em cerca de 200 euros para o nosso ordenado base + 35 euros por mês. Se isto é uma grande vantagem... Tudo somado, a vantagem em IRS por se viver nos açores cifra-se nos 600 euros. Quanto ao facto do governo regional compensar aquele desconto de 10% do ordenado, nós médicos não somos abrangidos pois passamos os 1500 euros ilíquidos. De qualquer forma, obviamente que não concordo com essa medida.
Falando da Gasolina.. em Lisboa neste momento 1.589, em Ponta Delgada 1.41. Por mim até podia ser igual. Não vejo que impacto tão grande tem isto nesta questão.

A questão essencial resume-se a isto: está Portugal Continental interessado ou não que os Açores façam parte do país. É uma questão de coesão nacional, não uma questão monetária. Esta questão admito que se debata apesar de não perceber o que ganha o continente em perder uma região com o potencial, a todos os níveis, do arquipélago dos Açores. Agora negar que viver numa ilha é completamente diferente do que viver no Continente, isso parece falta de bom senso.

A Madeira é uma questão completamente diferente dos Açores. Durante mais de 10 anos foi financiada com o dobro do orçamento dos Açores quando apenas tem 2 ilhas para administrar. Para além disso, sempre gastou de forma faraónica e essa é uma questão que não se coloca, para já, nos Açores que tem tido um controlo Orçamental superior ao do Continente. É por isso no mínimo curioso que agora se queira penalizar quem tem governado bem.

No que respeita aos belisques pessoais que lancei, obviamente que são para alegrar a coisa. Agora, não tenho a menor dúvida que todos nós somos uns mamões à nossa pequena escala.

De Mais um para a festa a 06.09.2011 às 20:32

A pergunta essencial não é essa é esta: Estão os Açores e a Madeira interessados em ser Portugal sem mamar do Portugal Continental? Ou é só pelo dinheiro?

E a beleza dos Açores e da Madeira não precisa que eu mande para lá caixotes de dinheiro para ela se manter. Ou precisa?

"Falando da Gasolina.. em Lisboa neste momento 1.589, em Ponta Delgada 1.41. Por mim até podia ser igual. Não vejo que impacto tão grande tem isto nesta questão. "

Já agora põe os preços do gás também... só para se ir sabendo as verdades.

De Abel a 07.09.2011 às 14:26

"E a beleza dos Açores e da Madeira não precisa que eu mande para lá caixotes de dinheiro para ela se manter. Ou precisa?"

Pergunta a quem lá vive se se alimenta de flores, se vive numa gruta ou se toma banho numa pocinha.

De Abel foi derrotado a 07.09.2011 às 15:36

Perguntarei a quem vive noutros locais do País se se alimenta de flores, se vive numa gruta ou se toma banho numa pocinha ou se precisam de caixotes de dinheiro vindos dos Açores e da Madeira para sobreviverem.

De X a 06.09.2011 às 15:59

Abel, podes mamar à vontade, mas esta masé calado.

De João a 06.09.2011 às 17:02

O Abel acha que tem o mesmo ordenado base que os outros mas não tem. Esqueceu-se que os outros sofreram uma redução de 3,5% e ele não.

Fica o meu contributo directamente do forno de lenha em Picote.

De x a 06.09.2011 às 12:39

Não me custava nada comentar mas eu já não vivo neste mundo. Esses problemas agora são vossos...

De Barros a 06.09.2011 às 18:11

Bem, já chego tarde a esta discussão.
O meu obrigado ao Zangão mas eu também tenho de malhar no insular. Em relação às urgências do HSJ, neste momento a única urgência de Urologia do Norte 24h, foram-me impostas. Ou seja, tenho de as fazer. E já passei noites quase sempre a trabalhar e outras mais tranquilas. Como já te deve ter acontecido. Agora se as tuas urgências são mais trabalhosas, o único responsãvel és tu que escolheste livremente a tua especialidade. Ou querias receber à peça?
Dos Açores não falo que tenho pouca noção da realidade.
Agora da Madeira posso dizer uma ou outra coisa. Os Madeirenses perdoam o estilo animalesco do Alberto João porque não permite que ninguém viva da miséria, seja com um empregozito na dependência da região autónoma ou através de subsíduos. Agora o que é engraçado é a ambiguidade de Alberto João. Gosta de depender do continente para sorver dinheiro mas por outro lado quer autonomia no limite de endividamento da região, sacrifícios a pedir à população e nas "contas" a prestar a Lisboa. Ou seja, quer o melhor dos 2 mundos. A conversa da independência é bluff. Gostava de ver a Madeira independente a viver da produção de bananas.

De Abel a 06.09.2011 às 18:42

"Em relação às urgências do HSJ, neste momento a única urgência de Urologia do Norte 24h, foram-me impostas"

A ti a a todos, nenhum de nós faz urgência porque quer.

"Agora se as tuas urgências são mais trabalhosas, o único responsável és tu que escolheste livremente a tua especialidade. Ou querias receber à peça?"

Tal como podes escolher livremente a especialidade, podes escolher livremente o local onde vais trabalhar. Criticar-se as vantagens de uma escolha mas não de outra é demagogia intelectual.

"Dos Açores não falo que tenho pouca noção da realidade. Agora da Madeira posso dizer uma ou outra coisa."

Sim... porque os Açores não conheces bem mas a Madeira conheces perfeitamente bem.

"A conversa da independência é bluff. Gostava de ver a Madeira independente a viver da produção de bananas"

O Alberto é esperto, faz-se de bruto porque já viu que resulta. A Madeira nunca ficaria isolada, colava-se logo com 1001 protocolos a outro país. Mais uma vez, é uma questão de coesão nacional. Se o Alberto gasta o que não tem, prisão com ele. é uma questão pessoal e não institucional.

De Barros a 07.09.2011 às 12:07

Vais-me obrigar a responder. As urgencias do HSJ são extra-horario e num hospital diferente, e mesmo assim impostas. E depois ficou subentendido nas tuas palavras que nas tuas urgencias se trabalha mais e nas minhas é uma mama. Podes ter razão mas já sabias que seria assim. E eu também. Por isso trabalha boi.
Conheço muito melhor a Madeira que os Açores porque já fui 3 vezes visitar o Jardim e apenas visitei as vacas na pradaria uma vez. E por outro lado a Madeira tem muito maior destaque na comunicação social. E daí todos nós conhecermos melhor o que se passa na Madeira.
Para terminar, os benefícios das regiões autónomas são injustos, apesar dos custos acrescidos da insularidade. Por essa lógica teriam de ser criadas regiões em Portugal e as mais pobres do interior (tão ou mais pobres que os Açores e também com custos acrescidos devido ao isolamento) deveriam também ser beneficiadas.
Para terminar mais uma vez, a Carolina tem feito um bom trabalho. Nunca tive dúvidas que ela seria bem sucedida.
E para terminar mesmo, prepara-te que no Sábado vais comer sopa de urso.

De Abel a 07.09.2011 às 14:05

Agora também vou responder. E serei violento.

Eu nunca me queixei das minhas urgências até porque em S.Miguel a média é de 12 doentes por 12H. 1 doente por hora. Mas assumo sem problemas que mamo e bem, eu e os meus colegas, tal e qual como tu mamas. É a realidade.

As regiões autómas mamam? Obviamente, tal como tu e eu.

Comparar o isolamento de umas ihas no meio do atantico (o corvo está mais próximodos EUA que da Europa), num arquipélago com 9 ilhas separadas entre si por 1000Km ao isolamento de qualquer região do continente é um absurdo. É como comparar o Postiga com o Falcão, são coisas levemente parecidas mas que nao têm nada a ver.

Quanto a Carolina fazer um bom trabalho, explica-te que não percebi.

Sábado lá estarei no almoço da Natacha, de peito feito às balas pois não tenho medo de nada. Só do Tino com mais de 1g em circulação.

De Abel a 07.09.2011 às 10:43

Só para informar que depois desta discussão já não vou ao almoço celebração organizado pelo Figueiras. Já estou farto disto .

Como tal vou ao almoço celebração da Natacha que consta ser muito mais espectacular.

De Barros a 07.09.2011 às 12:10

Ah, obrigado Tino por me teres dado mais um motivo para cascar no Belinho.

De Abel a 08.09.2011 às 09:40

Estou triste.

Sinto que toquei em assuntos demasiado sensíveis.

De Assessor a 08.09.2011 às 17:40

Só para informar que o Figueiras ainda não participou nem comentou este assunto pelo que não precisas de explicar nada.
A seu tempo irei ler com atençao e comentar.

De X a 10.09.2011 às 08:25

É inutil discutir com o Abel. Ele muda de lado e de armas no meio da batalha e ganha- te pela confusão que instala. Se for só para falar podemos discutir futebol, ok?

Comentar post



Comentários recentes

  • Anónimo

    Hum hum...

  • Anónimo

    Quem não concorda com a existência do BE, deve con...

  • Anónimo

    O BdC não aproveitou o Leonardo Jardim, o Marco Si...

  • Anónimo

    Esse lugar nobre é do Benfica. Ou aceitas que seja...

  • O comuna

    O futebol é uma máfia. BdC ainda acaba na valeta.

  • Pó de Sirphoder

    Quem defende o Vieira é mau.Quem defende o Bruno d...

  • A hipocrisia

    Muito se fala do BdC, mas quando olho para os outr...

  • Abel

    Muito se poderia dizer. Mas tenho uma pergunta: co...

  • Turista

    Para quem coloca o turismo como uma fonte menor:ht...

  • Nostalgia

    Xiii... o que foram lembrar...





Links

Blogs quase medíocres mas expectaculares