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A República

por impressoemmeiahora, Quinta-feira, 07.10.10

Antes de mais um reparo que serve de justificação para o que escrevo:

 

- este blog pode estar a seguir o caminho das 2 rodas mas não pode negar as suas origens e as suas finalidades: restaurar Portugal (ehh), comentar a actualidade, comentar o enviesamento do provavelmente melhor jornal do país, apontar os erros e os feitos, revolucionar através da chacota e do ridículo.

 

Posto isto, tenho de apontar o dedo a este próprio blog - ainda dei 2 dias de tolerância mas não posso deixar passar.

 

5 de Outubro - dia da Implantação da República (100 anos).

 

Independentemente da opinião acerca da República, não deixa de ser um acontecimento importante que não deveria ter deixado de ser objecto de reflexão neste espaço.

 

Embora já na Grécia antiga se falasse de República, só a partir da revolução francesa é que se assistiu à sua implantação e desenvolvimento na Europa.

E numa escala de desenvolvimento das sociedades, poder-se-á considerar a República em forma de Democracia como o sistema de ponta. E Portugal, nesse aspecto já atingiu esse ponto (embora com o interregno do Estado Novo) há 100 anos.

Reconhece-se que tal é algo não definitivo, sempre em transformação e evolução e que não é garante do melhor desenvolvimento para o indivíduo, mas é um passo nesse sentido.

 

Contudo, ainda há muitos países, até com índices de desenvolvimento superiores, que ainda não evoluíram as suas formas e sistemas de governo: sistemas monárquicos (democráticos) Espanha, Inglaterra, Holanda etc. Outros, como China, Venezuela, Cuba, Guiné, Irão, tribos, estão em fases distintas de evolução sendo até óptimos casos para revisitar a nossa história. Também eles lá chegarão, a China em poucos anos, os países tribais talvez séculos.

 

Só que, como se disse, isto não para aqui. Qual será o futuro?

 

Apesar de haver um aparente desleixo das novas populações pela política (ver abstenção) penso que nunca houve tanta participação como nos tempos actuais. Eu aponto para uma maior participação, uma participação mais informal e, por vezes, inconsciente em que a Democracia e as decisões são feitas por massas, coordenadas por alguns grupos e partindo do indivíduo. As decisões serão muito erráticas (pelo menos na fase inicial), voláteis e pouco duráveis.

Atenção que, tal como a República, a Democracia etc, não assenta de um dia para o outro e certamente demorará anos a amadurecer com atropelos pelo caminho.  E os canais preferenciais não serão as campanhas nem os discursos nem a assembleia. Os canais serão (são) os Media, a net, telemovel, a televisão, as redes sociais. Mas já se veem alguns indicios: o Daily show, os telejornais, imprensa, a net, o facebook já são poderosos meios de influência no poder político e poderosos meios de orientação de opinião.

Mas se, para já, se pode desconfiar destes meios e se pode pensar que estarão sob influência dos Big Boss, mais tarde ou mais cedo, tal influência se vai diluir nos biliões de pessoas que vão contribuir, consumir e, por isso, fazer audiência.

É talvez uma forma de Capitalismo Ideológico/Político, de Liberdade e Igualdade (de oportunidades) em que as ideias e opiniões vão circular em mercado livre, em que as ideias que vão prevalecer são aquelas que servem mais pessoas, aquelas que "vendem mais".

Uma das consequências será o abater das fronteiras físicas (as fronteiras serão ideológicas- quem é ecologista, quem é humanista, quem é científico, quem é anarquista, quem é individualista, quem é social), a alteração de formas de combate (essencialmente informático, boicote energético, calúnia) com mortes psicológicas (reputação) e não físicas;  e muitas outras alterações.

 

Será isto uma ilusão? Será isto desejável? Será isto demência?

 

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por impressoemmeiahora às 21:33

7 comentários

De Bom post a 11.10.2010 às 04:47

Oportunamente comentarei focando-me no essencial.

De Senta-te, quero contar-te uma historia. a 15.10.2010 às 00:59

Pensei que vinham aqui fazer a apologia da republica... UFA! Independentemente de o chefe de estado ser electivo ou hereditario somos (ou tentamos ser)um estado de direito, ou seja vivemos sob o imperio da lei. Essa discussao e esteril. Mas relembro que D.Afonso Henriques tera derramado suficiente do seu suor e sangue para perpertuar o governo de Portugal na sua linhagem, esforco infinitamente superior ao de qualquer politico, actualmente, mesmo que sufragado.
O assunto e bem mais interessante e importante, tratando de trazer de novo as ondas cerebrais da actualidade o exercicio especulativo e outrora apreciado da ficcao cientifica. Sabiam que se deixou de escrever ficcao cientifica? Na segunda metade do seculo XX este genero tinha o seu nicho particular de leitores. A famosa colecao Astronauta das Edicoes Europa America descontinuada em 1999 que o meu pai comprava religiosamente foi, durante algum tempo, usada para me envergonhar. Repetidamente comentava com o meu pai o enredo de algum filme recente e ele respondia serenamente que essa historia ja a tinha lido... E que nem era bem assim... E a historia que contava parecia bem mais interessante...
Hoje, talvez a tecnologia avance de forma tao acelerada que nao justifique a impressao de um livro de ficcao cientifica. A rapidez com que a actualidade alcancaria a ficcao estaria mais bem materializada na forma de revista e assim parece ser. Mas sera que algum autor de ficcao cientifica previu isto? Se assim fez porque teria investido a sua carreira num genero esgotado? Ninguem previu. Hoje, o genero literario com mais edicoes, excluindo a escrita de auto-ajuda do conceito de literatura e o romance historico, seguido de biografias e Historia. Os leitores querem entender o passado e dele concluir regras que possam ajudar no futuro. E, penso eu, minorizam o exercicio especulativo deixando-o nas maos de duas ou tres mentes, a nivel mundial, mais esclarecidas e sempre enquadrado num perspectiva de entretenimento. Eu sofro do mesmo problema. Nao me parece pertinente saber onde o Mundo vai parar. Prefiro pensar que estou a guia-lo para onde eu quero.

De Sim, pai, eu porto-me bem a 18.10.2010 às 09:05

Bem...
Estava à espera de outro tipo de comentário. Esperava mais de alguém que leu meio mundo e que, por isso, tem autoridade moral para usar um nome paternalista, com intuito de refrear os intentos fugazes da canalha rebelde e que não sabe o que é a vida e, consequentemente, não sabe o que diz ou que pensa.

Embora compreenda o essencial da tua opinião, agradecia que te focasses novamente no post e o explorasses sob outra prespectiva. É que o teu comentário é uma machadada na raiz e assim mata qualquer outra divagação.

De FMMM a 18.10.2010 às 22:18

Se comprendes o essencial queres agora entender o não essencial? Ou só vens para fazer sangue?
Peço desculpa por ter escrito num teclado sem acentos... Se achas confuso lê com atenção. Sabes bem que a tua cabeça não consegue parar quieta. Respira fundo e fuça-lhe outra vez!

De Bipolar a 19.10.2010 às 08:16

Já estás aí politiqueiro?
Volto a frisar que o teu comentário é pertinente e talvez o mais sensato à nosa escala, lifetime obliges. A futurologia sempre foi um intento do homem e aquela passagem de que os romances históricos é que estão a dar vem reforçar isso mesmo, de uma forma talvez mais científica.

Sabendo eu que tu tens potencial para alimentar a discussão (o problema é que estás a desviar - aprendeste com o pinóquio?), agradecia, mais uma vez, que voltasses ao assunto inicial. Não quero que concordem com o que lá está. Aquela não é necessáriamente a minha opinião, é um cenário possível.
Que cenários desenhas tu? Qual o melhor? Qual o provável?

De O Leão da Estrela a 24.10.2010 às 15:17

Depois de alguma reflexão e de muitas horas de sono na tentativa de repor défices endógenos, vou por fim comentar este brilhante comentário.

O 5 de Outubro nunca foi esuquecido por este blog. E a prova viva disso é o comentário que estou a comentar neste preciso momento. De facto, sem uma tentativa formal nesse sentido, o Impresso autonomizou-se, ganhou vida própria, escreve practicamente de forma autónoma e em contextos multifacetados. Sem querer ser exagerado, como é meu apanágio, o Impresso ganhou vida própria. Não faltará muita para, em amena cavaqueira, alguém perguntar "Então, não convidaste o Impresso para uma francesinha?" ou "O Impresso não disse nada ontem, está tudo bem com ele?". Esta realidade entranha-se de tal forma no subconsciente que estou tentado a comprar uma bicicleta para o Impresso, não vá ele querer dar uma voltinha no próximo sábado e querer comer qualquer coisa no Cassana. Como co-criador deste blog, é uma situação que me deixa satisfeito, e vem refutar a sátira destrutiva de um certo indivíduo que deste há muito tempo pugna para que todos os comentários do Impresso sejam assinados. Isso seria matar o Impresso, seria tirar-lhe a mística de descobrir através da escrita e da sensatez ou parvoíce de pensamento qual a origem da comentário. A análise, imaginação e incerteza são os motores dinamizadores do pensamento humano. e o Impresso situa-se nesta linha orientadora do pensamento da qual não nos desviaremos nem nunca abdicaremos.

Quanto à República, que não confundo com democracia. Não é muito mais que uma forma que se encontrou de "mamarem" mais alguns que o clã habitual. Num sistema democrático, o "mamanço" vai rodando, na República apenas se consegue que todos os lugares de poder sejam rotativos e, de forma impune, o "mamanço" vá tocando a todos. Poderemos dizer que é o sistema menos mau, mas também isto nunca foi provado. Não vejo o actual estado de coisas muito diferente das cortes mediavais, em que apenas um grupo selecto opinava e governava o país. A massa política Portuguesa não é muito diferente de uma corte, practicamente são sempre os mesmos, indivíduos pouco alinhados com o sistema são imediatamente afastados e os cargos de poder vão rodando pelas figuras de maior protagonismo. Provavelmente serão o sistema e democracia possíveis, mas não será por isso obrigatoriamente o melhor sistema. E não nos iludamos, não somos efectivamente nós que escolhemos os intervenientes mais activos dessa corte. O citado Capitalismo Ideológico/Político encarregar-se-à de nos mostrar a luz e nos bombardear com a informação necessária para determinado resultado. No mais básico, a credibilidade, o sistema falha redondamente. Não existe a transparência mínima necessária no nosso sistema Republicano. Porque razão foi chumbada na Assembleia a lei que obrigaria os detentores de cargos políticos a justificar sinais aparentes de riqueza desajustados do rendimento? Como é possível detentores de cargos políticos, terminados os seus mandatos, rodarem de forma completamente acéfala por uma mão cheia de empresas públicas? Admito que se confunde o sistema em si com o uso que dele é feito, mas pergunto-me se num sistema Monárquico não se gasta menos dinheiro com os mesmos resultados.

De Impúblico a 13.03.2012 às 16:04

http://www.kony2012.com/

Penso que esta ideia vem ao encontro do que foi escrito neste post. Tal como a "Primavera Arabe", grande parte da sua força esteve nas redes sociais.

Sinais dos tempos. As opções politicas vão cada vez ser mais participadas, para o bem e para o mal, sendo a demagogia, o barulho e a retórica as principais armas.



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